Temporada de furacões no Atlântico registra recorde de inatividade
O Atlântico completa 103 dias sem furacões em 2026, estabelecendo um recorde histórico de calmaria impulsionado pelo fenômeno El Niño.
Pontos principais
- A temporada de 2026 é a menos ativa desde 1950, com apenas cinco tempestades tropicais de curta duração registradas até o momento.
- O recorde anterior de espera pela primeira formação de furacão pertencia aos anos de 2002 e 2013, quando o fenômeno ocorreu em 11 de setembro.
- O El Niño tem gerado um cisalhamento de vento recorde e ar seco, fatores que impedem o desenvolvimento de sistemas tropicais no Atlântico.
- Especialistas da Colorado State University apontam que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico estão 3 graus Fahrenheit acima da média.
- Apesar da inatividade, meteorologistas alertam que o Golfo do México e a costa sudeste dos EUA ainda podem sofrer impactos no final da temporada.
A temporada de furacões no Atlântico de 2026 atingiu um marco histórico de inatividade ao completar 103 dias sem a formação de um único furacão. O fenômeno, que superou o recorde anterior de 11 de setembro estabelecido em 2002 e 2013, é atribuído quase inteiramente à influência de um forte El Niño. Este evento climático tem provocado um cisalhamento de vento severo e correntes de ar descendente que inibem a organização de tempestades na região central do Atlântico.
Embora o pico estatístico da temporada tenha ocorrido nesta semana, o cenário atual é o mais calmo desde 1950. Até agora, apenas cinco tempestades tropicais foram registradas, sendo que sistemas como a tempestade Edouard foram rapidamente dissipados ao encontrar condições atmosféricas desfavoráveis. Especialistas ressaltam que, embora o El Niño atue como um inibidor, a atenção permanece voltada para o final da temporada, quando tempestades podem se desenvolver mais próximas à costa americana, onde o cisalhamento de vento costuma ser menos intenso.
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