Ex-ministro da Malásia é denunciado por desvio de US$ 211 milhões
Jamil Khir Baharom nega acusações de apropriação indébita de 860 milhões de ringgits do fundo estatal de peregrinação Tabung Haji.
Pontos principais
- Jamil Khir Baharom, ex-ministro de assuntos religiosos, enfrenta três acusações criminais.
- O caso envolve transações de 860 milhões de ringgits (US$ 211 milhões) ligadas ao fundo Tabung Haji.
- O ex-ministro ocupou o cargo no Departamento do Primeiro-Ministro entre 2009 e 2018.
- Baharom é o segundo líder da UMNO denunciado por irregularidades no fundo em duas semanas.
O ex-ministro de assuntos religiosos da Malásia, Jamil Khir Baharom, declarou-se inocente após ser formalmente denunciado por três acusações criminais. O caso apura o suposto desvio de 860 milhões de ringgits, equivalentes a cerca de US$ 211 milhões, do Tabung Haji, o fundo estatal de poupança destinado a peregrinações muçulmanas. As autoridades investigam transações suspeitas que teriam ocorrido durante o período em que Baharom chefiou o departamento responsável por assuntos religiosos, entre 2009 e 2018.
Esta denúncia marca um desdobramento significativo nas investigações sobre a gestão do fundo, sendo Baharom o segundo líder do partido United Malays National Organisation (UMNO) a enfrentar acusações judiciais relacionadas ao Tabung Haji nas últimas duas semanas. O ex-ministro nega qualquer envolvimento com as irregularidades financeiras, que também estariam ligadas a negociações com um grupo imobiliário saudita. O caso segue sob análise das autoridades malaias como parte de um esforço mais amplo de combate à corrupção em instituições estatais.
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