Governança corporativa impulsiona retornos na América Latina
Estudo do Morgan Stanley revela que empresas latino-americanas com boas práticas de governança superaram em 224% o retorno de companhias menos estruturadas.
Pontos principais
- Empresas com governança superior registraram desempenho financeiro e operacional acima da média desde 2010.
- O Brasil ocupa a liderança regional em governança, beneficiado por avanços regulatórios e pelo Novo Mercado da B3.
- A alta concentração do controle societário permanece como o principal desafio para a região.
- O free float médio na América Latina é de 56%, índice inferior à média global de 82%.
- Companhias bem avaliadas em governança apresentam múltiplos de lucro mais atrativos para investidores.
Um levantamento realizado pelo Morgan Stanley aponta que a adoção de práticas sólidas de governança corporativa foi um diferencial decisivo para o desempenho de empresas na América Latina nos últimos 15 anos. Companhias que priorizaram estruturas transparentes superaram em até 224% o retorno de organizações com governança frágil, evidenciando uma correlação direta entre gestão ética e valorização de mercado. O Brasil se destaca como o líder regional nesse quesito, impulsionado por um ambiente regulatório mais maduro e pelo papel fundamental do segmento Novo Mercado da B3.
Apesar dos avanços, o relatório destaca que a região ainda enfrenta obstáculos estruturais, como a elevada concentração do controle societário que limita a influência de acionistas minoritários. Com um free float médio de 56%, bem abaixo do benchmark global de 82%, a governança torna-se um fator ainda mais crítico para atrair capital. Investidores têm demonstrado preferência por empresas com melhores notas de governança, que atualmente negociam com múltiplos de lucro mais atrativos, consolidando a transparência como um pilar essencial para o crescimento operacional sustentável.
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