Engenheiro da Coinbase usa cérebro simulado de mosca para operar bitcoin
O projeto Stonkfly utiliza um modelo neural de mosca-das-frutas para realizar negociações automáticas de bitcoin na plataforma Coinbase.
Pontos principais
- O projeto utiliza o conectoma completo de uma mosca-das-frutas macho, contendo 166.700 neurônios e 124 milhões de contatos sinápticos.
- O engenheiro da Coinbase, Alex Wormuth, destinou US$ 100 ao modelo para testar sua capacidade de negociação de criptomoedas.
- A lógica do sistema estimula neurônios de dopamina quando a operação gera lucro, influenciando decisões futuras de compra ou venda.
- O código é open source e está disponível no GitHub para análise da comunidade técnica.
- A documentação do projeto alerta que não há comprovação de aprendizado lucrativo ou replicação biológica real até o momento.
- A iniciativa faz parte de uma onda de experimentos virais utilizando o dataset de conectoma liberado pelo Google Research e HHMI Janelia.
O engenheiro de software da Coinbase, Alex Wormuth, lançou o projeto Stonkfly, uma iniciativa que utiliza uma simulação computacional do cérebro de uma mosca-das-frutas para operar no mercado de criptomoedas. O sistema, que recebeu um aporte inicial de US$ 100, traduz a atividade neural do inseto simulado em ordens de compra e venda de bitcoin, utilizando neurônios de dopamina como sinal de reforço positivo sempre que uma operação resulta em lucro.
O modelo baseia-se no conectoma completo de uma mosca macho, um dataset complexo com mais de 166 mil neurônios e 124 milhões de conexões sinápticas, disponibilizado recentemente pelo Google Research e pelo HHMI Janelia. Embora o projeto tenha ganhado visibilidade nas redes sociais, os desenvolvedores ressaltam em sua documentação que o sistema não demonstra, até o momento, capacidade de aprendizado estratégico, replicação biológica ou desempenho financeiro consistente, servindo primariamente como um experimento técnico.
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