Huang rejeita crítica de financiamento circular à Nvidia
Na conferência do Goldman Sachs, o CEO rejeitou a acusação de financiamento circular citando os contratos de clientes (offtake) por trás dos investimentos, reafirmou a projeção de 70% de crescimento e falou em US$3 a 4 trilhões de gasto até 2030.
Pontos principais
- Jensen Huang falou na conferência Goldman Sachs Communacopia + Technology em 10 de setembro, em San Francisco.
- Sobre a acusação de financiamento circular: "Não é circular porque colocamos um pouco de dinheiro e muito dinheiro volta. Colocamos um, e cem voltam".
- Huang detalhou o mecanismo: a Nvidia entra com "uma parte muito pequena" do financiamento e só investe depois de ver o "offtake" do cliente, contratos já fechados que ele estimou em cerca de US$100 bilhões.
- Huang reafirmou projeção de cerca de 70% de crescimento de receita no ano que vem e disse que, sem restrição de oferta, a demanda superaria 100%.
- Ele afirmou que US$400 bilhões em capital de risco foram para empresas nativas de IA nos últimos seis meses, definidas como as que gastam dois terços do captado em poder computacional.
- Huang estimou que os gastos com infraestrutura de IA podem chegar a US$3 trilhões ou US$4 trilhões até 2030, citando restrições em empacotamento, DRAM, conectores, reguladores de tensão e wafers.
- Questionado sobre a "plataforma de US$500 bilhões" de apoio a clientes, confirmou que a meta é lastrear a maior parte dela em ativos (asset-backed).
- Documentos da Nvidia mostram que três clientes diretos responderam por 16%, 15% e 13% da receita no primeiro semestre do ano fiscal de 2027.
Huang também minimizou a atual onda de alertas sobre perigos da IA, tratando-a como criação de demanda para produtos de segurança: "Que jeito melhor de criar demanda do que criar um problema?", perguntou, acrescentando: "Quem não quer que seu mercado fique histérico com o seu produto?". Em seguida chamou a cibersegurança de próximo grande caso de uso da IA.
O enquadramento financeiro que ele propôs é o de transformar poder computacional "de tecnologia em um ativo investível", em trabalho conjunto com o setor financeiro. Questionado sobre a "plataforma de US$500 bilhões" que usa para apoiar clientes na aquisição de infraestrutura, Huang confirmou que a meta é lastrear a maior parte dela em ativos (asset-backed). Daí as duas frases que resumem sua tese: "em IA, poder computacional é receita" e "não existe mais empresa de software de baixo CapEx".
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