B3 permitirá inclusão de BDRs de empresas brasileiras no Ibovespa
A partir de 2027, BDRs de companhias brasileiras listadas no exterior poderão compor o Ibovespa, com limite de 10% de participação no índice.
Pontos principais
- A medida entra em vigor no primeiro semestre de 2027.
- A participação total dos BDRs no índice será restrita a 10% da carteira.
- Empresas como Nubank, JBS, Inter e XP são as principais candidatas à inclusão.
- A regra visa adequar o índice às normas de fundos de previdência brasileiros.
- A B3 detalhará a metodologia definitiva de seleção nas próximas semanas.
A B3 anunciou uma mudança estrutural no Ibovespa que permitirá, a partir do primeiro semestre de 2027, a inclusão de BDRs de empresas brasileiras com listagem principal no exterior. A iniciativa busca refletir a realidade do mercado atual, marcado pelo movimento de companhias nacionais que optaram por abrir capital em bolsas estrangeiras nos últimos anos. Para garantir a conformidade com as exigências de fundos de previdência, a participação desses ativos será limitada a um teto de 10% da composição total do índice.
Companhias de grande relevância e alta liquidez, como Nubank, JBS, XP e Inter, figuram como as principais cotadas para integrar a carteira. A metodologia detalhada para a seleção e ponderação desses papéis ainda será divulgada pela B3 nas próximas semanas. Esta atualização é vista como um passo estratégico para aumentar a representatividade do Ibovespa em relação ao ecossistema empresarial brasileiro globalizado.
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