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Uso excessivo de telas reduz ato de piscar e causa olho seco em crianças

Especialistas alertam que o uso prolongado de dispositivos digitais diminui a lubrificação ocular, gerando desconforto em crianças e adolescentes.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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10/09 às 12:01, atualizado 18:03

Pontos principais

  • O uso de celulares e tablets reduz a frequência do piscar, prejudicando a lubrificação natural dos olhos.
  • Sintomas comuns incluem ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.
  • O uso de telas em ambientes com pouca iluminação agrava os riscos à saúde ocular.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limite de duas horas diárias de telas para maiores de 6 anos.
  • O tema foi debatido durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador.

O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes tem provocado uma redução significativa na frequência do ato de piscar, resultando em quadros de olho seco. Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador, especialistas destacaram que o hábito prolongado de utilizar celulares e tablets prejudica a lubrificação ocular, causando sintomas como ardência, coceira, vermelhidão e sensação de areia nos olhos.

A oftalmologista Ana Paula Silverio ressaltou que o risco é amplificado pelo uso de dispositivos em ambientes com pouca iluminação e pela proximidade excessiva das telas com o rosto. Para mitigar esses impactos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o tempo de exposição a telas seja limitado a, no máximo, duas horas diárias para crianças acima de 6 anos e adolescentes.

O debate sobre a saúde ocular infantil ocorre em um momento em que o Conselho Brasileiro de Oftalmologia reforça a importância de diretrizes preventivas para todas as faixas etárias. A entidade destaca que a maioria das deficiências visuais pode ser evitada ou tratada com sucesso quando diagnosticada precocemente, reforçando a necessidade de consultas regulares e do monitoramento atento dos hábitos digitais dos jovens.

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