Positron AI levanta US$875 milhões para o chip de inferência Asimov
A rodada avalia a empresa em US$5 bilhões, cinco vezes a marca de fevereiro, e financia um chip que troca HBM por LPDDR5X.
Pontos principais
- A Positron AI anunciou em 10 de setembro de 2026 uma Série C de US$875 milhões, com valuation pós-money de US$5 bilhões.
- A rodada foi co-liderada por NEA, Atreides Management, Valor Equity Partners, Andra Capital, SemiAnalysis Capital de Dylan Patel e Jim Clark, fundador da Silicon Graphics e da Netscape.
- O aporte veio em duas tranches: US$375 milhões a US$3,5 bilhões pré-money e uma Série C-1 de até US$500 milhões liderada por NEA e Jim Clark.
- O chip Asimov faz tape out no processo N3P da TSMC no fim de 2026, com produção prevista para o segundo semestre de 2027.
- O Asimov combina de 288 GB a 2.304 GB de memória por chip usando LPDDR5X de prateleira em vez de HBM.
- O sistema Titan junta de quatro a oito chips Asimov por nó e foi desenhado para servir modelos acima de 16 trilhões de parâmetros e contextos acima de 10 milhões de tokens.
- O valuation é cerca de cinco vezes a marca de US$1 bilhão de fevereiro de 2026, quando a empresa levantou US$230 milhões.
A aposta técnica da Positron é dispensar HBM, a memória de alta largura de banda que é padrão nas GPUs de IA e cujo fornecimento é o gargalo do setor, trocando-a por LPDDR5X de prateleira. Em troca, a empresa oferece capacidade: de 288 GB a 2.304 GB por chip, contra dezenas de gigabytes em aceleradores convencionais.
A companhia não parte do zero. Seu produto atual, o Atlas, roda em mais de 50 racks na Oracle Cloud Infrastructure, e o CEO Mitesh Agrawal diz que essa implantação orientou o desenho do Asimov e do Titan. Entre os demais investidores estão Qatar Investment Authority, DFJ Growth, Hudson River Trading, Cisco Investments e Naver Ventures; Dylan Patel e outras três pessoas assumem cadeiras no conselho.
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