Indústria química promove leis que restringem uso de dados de poluição
Leis aprovadas em três estados americanos limitam o uso de dados de sensores comunitários para monitorar a qualidade do ar.
Pontos principais
- Legislações restritivas foram aprovadas na Louisiana, Kentucky e Ohio.
- As leis exigem que apenas dados de equipamentos aprovados pela EPA sejam considerados por reguladores.
- A iniciativa visa desqualificar sensores de baixo custo operados por comunidades.
- Propostas similares estão sendo debatidas na Virgínia Ocidental.
- A investigação foi conduzida pela organização sem fins lucrativos Floodlight.
Uma investigação conduzida pela organização Floodlight revelou que a indústria química tem articulado a aprovação de leis em diversos estados americanos para limitar o uso de dados de poluição do ar. As novas normas, já vigentes na Louisiana, Kentucky e Ohio, impedem que reguladores ambientais utilizem informações coletadas por sensores de baixo custo operados por comunidades locais, priorizando exclusivamente equipamentos certificados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA).
Essa mudança legislativa é vista por críticos como uma barreira à transparência e à fiscalização ambiental, uma vez que os equipamentos da EPA possuem custos elevados e menor capilaridade. Ao restringir a base de dados oficial, as empresas do setor químico conseguem reduzir a influência de monitoramentos independentes sobre suas operações. Enquanto propostas semelhantes continuam a ser introduzidas na Virgínia Ocidental, o debate sobre o papel da ciência cidadã na regulação ambiental ganha força nos Estados Unidos.
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