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BYD projeta vender 2,5 milhões de veículos fora da China em 2027

A montadora chinesa acelera expansão global para compensar a guerra de preços no mercado interno e elevar a lucratividade internacional.

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10/09 às 09:59

Pontos principais

  • Meta de vendas no exterior para 2026 foi elevada para um intervalo entre 1,9 milhão e 2 milhões de veículos.
  • Fábrica da BYD no Brasil está em processo de ampliação para atingir capacidade de 300 mil veículos por ano.
  • Receita internacional superou, pela primeira vez, o faturamento doméstico no primeiro semestre de 2026.
  • Empresa investe em frota própria de navios e produção local na Indonésia e Hungria para reduzir gargalos logísticos.
  • Lucratividade estimada no mercado externo é de cerca de 20 mil yuans (US$ 2.980) por veículo vendido.
  • Plano de infraestrutura prevê 90 mil estações de recarga super-rápida até 2028, com 6 mil unidades fora da China.

A BYD estabeleceu uma estratégia agressiva de internacionalização para mitigar os efeitos da intensa guerra de preços no mercado chinês. Segundo dados do Deutsche Bank, a fabricante projeta exportar mais de 2,5 milhões de veículos até 2027, um salto expressivo frente às 45 mil unidades enviadas ao exterior em 2022. O avanço é sustentado pela expansão da presença da marca na Europa, América Latina, Sudeste Asiático e Austrália.

Para viabilizar o crescimento, a montadora tem priorizado a produção local e a logística própria. Além da expansão da fábrica no Brasil, a empresa iniciou operações na Indonésia e prepara a produção na Hungria para o final deste ano. A estratégia de fabricação regional também visa contornar tarifas de importação, como as aplicadas pela União Europeia, garantindo margens de lucro mais competitivas por unidade vendida.

O suporte à frota de elétricos inclui um plano ambicioso de infraestrutura de carregamento, com a meta de instalar 90 mil estações de recarga ultrarrápida até 2028. Embora a empresa enfrente restrições temporárias no fornecimento de baterias de segunda geração, a expectativa é que a capacidade de produção seja normalizada até o primeiro trimestre de 2027, consolidando a BYD como um player global de larga escala.

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