Executivos farmacêuticos dos EUA céticos sobre eficácia da IA
Pesquisa do Citi aponta que apenas 24% dos líderes do setor acreditam que a inteligência artificial elevará a taxa de sucesso de novos medicamentos.
Pontos principais
- Adoção de inteligência artificial na pesquisa farmacêutica é quase universal entre as empresas.
- Apenas 24% dos executivos americanos apostam que a tecnologia tornará os fármacos mais bem-sucedidos.
- O analista John Yung, do Citi, alerta que a velocidade na descoberta não garante qualidade clínica.
- Existe preocupação de que a aceleração tecnológica não se traduza em melhores resultados para pacientes.
Embora a inteligência artificial tenha sido amplamente integrada aos processos de pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica, o otimismo sobre seus resultados práticos permanece contido entre os executivos dos Estados Unidos. Segundo um levantamento realizado pelo banco Citi, apenas 24% dos líderes do setor acreditam que o uso de ferramentas de IA aumentará efetivamente a taxa de sucesso dos novos medicamentos desenvolvidos. A adoção da tecnologia é praticamente universal, mas o ceticismo persiste quanto à capacidade da IA de superar os desafios biológicos complexos inerentes à criação de fármacos. O analista John Yung, responsável pelo estudo, destaca que o principal risco para o setor é que a aceleração no processo de descoberta, impulsionada por algoritmos, não se converta automaticamente em terapias mais eficazes ou com maior probabilidade de aprovação regulatória e sucesso comercial.
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