Governo aciona Google e Polícia Federal contra falsos médicos por IA
Ministério da Saúde pede remoção de vídeos que usam inteligência artificial para promover tratamentos sem comprovação científica e enganar pacientes.
Pontos principais
- O Ministério da Saúde identificou 97 perfis que utilizam avatares de IA para simular médicos.
- Conteúdos promovem produtos sem eficácia e incentivam a automedicação, focando no público idoso.
- A Advocacia-Geral da União notificou o YouTube para remover ou sinalizar os vídeos denunciados.
- O governo encaminhou o caso para investigação da Polícia Federal e do Conselho Federal de Medicina.
- O Google afirmou que suas diretrizes proíbem informações de saúde que possam causar danos reais.
O governo brasileiro iniciou uma ofensiva contra a disseminação de desinformação médica gerada por inteligência artificial. O Ministério da Saúde, com apoio da Advocacia-Geral da União, notificou o Google para que remova ou sinalize 97 perfis no YouTube que utilizam avatares e imagens clonadas de profissionais reais para promover curas milagrosas e produtos sem comprovação científica. A prática, que tem como alvo principal o público idoso, acumula milhões de visualizações e coloca em risco a saúde pública ao desencorajar tratamentos prescritos.
Além da notificação à plataforma, o governo acionou a Polícia Federal e o Conselho Federal de Medicina para investigar os responsáveis pela criação dos conteúdos. O caso ganhou visibilidade após reportagens da BBC News Brasil e denúncias de médicos, como o otorrinolaringologista Hélio Brasileiro, que teve sua imagem utilizada indevidamente. O Google declarou que suas políticas proíbem conteúdos que disseminam desinformação médica capaz de causar danos físicos aos usuários.
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