Itália nega pedido do Brasil para executar pena de mafioso siciliano
Justiça italiana rejeita execução de pena de Leonardo Badalamenti por tráfico, citando ausência de acordo internacional específico com o Brasil.
Pontos principais
- Leonardo Badalamenti, filho de um chefe da máfia siciliana, foi condenado no Brasil a 5 anos e 10 meses por tráfico de drogas.
- O condenado viveu por 15 anos em São Paulo utilizando identidades falsas para evitar a detecção pelas autoridades.
- A Justiça da Itália justificou a recusa afirmando que o Brasil não aderiu ao protocolo adicional da Convenção Europeia sobre a Transferência de Pessoas Condenadas.
- A defesa de Badalamenti alegou irregularidades no processo brasileiro e celebrou a decisão das autoridades italianas.
A Justiça italiana indeferiu o pedido do governo brasileiro para que Leonardo Badalamenti, filho de um notório chefe da máfia siciliana, cumprisse em solo italiano a pena de 5 anos e 10 meses por tráfico de drogas. Badalamenti residiu por cerca de 15 anos no bairro do Bixiga, em São Paulo, onde utilizou identidades falsas, como Carlos Massetti e Ricardo Cavalcante Vitale, para ocultar sua origem e antecedentes criminais. O condenado chegou a ser detido em 2007 com cocaína e, posteriormente, investigado por fraudes bancárias internacionais. As autoridades italianas fundamentaram a negativa na falta de adesão do Brasil a um protocolo adicional específico da Convenção Europeia sobre a Transferência de Pessoas Condenadas. Enquanto o Ministério da Justiça brasileiro buscava a cooperação jurídica, a defesa de Badalamenti sustentou que o processo original no Brasil continha ilegalidades, considerando a decisão italiana um desfecho conforme a lei.
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