Artesãos de Gana mantêm tradição de caixões personalizados
A cultura ganesa utiliza caixões figurativos que representam a profissão ou paixões dos falecidos, ganhando destaque no mercado internacional de arte.
Pontos principais
- A tradição, popular entre o povo Ga, cria caixões com formas temáticas como guitarras, peixes e canetas.
- O artesão Daniel Oblie Mensah, conhecido como 'Hello', produz essas peças em Acra há mais de 30 anos.
- O custo médio de um caixão personalizado é de 10 mil cedis ganeses, variando conforme o material e o destino da peça.
- A prática surgiu em meados do século 20 e hoje atrai colecionadores e museus ao redor do mundo.
No Gana, a tradição dos caixões figurativos consolidou-se como uma forma única de homenagear a história de vida dos falecidos. Praticada principalmente pelo povo Ga, a arte consiste em esculpir urnas funerárias com formatos que remetem à profissão ou às paixões de quem morreu, como instrumentos musicais, animais ou objetos cotidianos. O artesão Daniel Oblie Mensah, referência no setor, atua há mais de três décadas em Acra, adaptando técnicas tradicionais com ferramentas modernas para atender tanto funerais locais quanto o crescente mercado internacional de arte. Embora o custo médio de produção seja de 10 mil cedis ganeses, peças destinadas a museus e colecionadores estrangeiros utilizam materiais mais duráveis, elevando o valor de mercado. Essa prática, que evoluiu desde meados do século 20, tornou-se um símbolo cultural que conecta rituais de despedida à expressão artística contemporânea.
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