Tecnologia LiDAR e DNA revelam complexidade de povos na Amazônia
Estudos arqueológicos recentes utilizam tecnologia de ponta para mapear assentamentos e práticas agrícolas avançadas de civilizações pré-colombianas.
Pontos principais
- A tecnologia LiDAR permite mapear estruturas arqueológicas ocultas sob a densa vegetação amazônica.
- Estudos sugerem que a civilização Aquiry, no Acre, pode ter alcançado três milhões de habitantes há 2 mil anos.
- O conceito de 'cidades-jardins' descreve assentamentos multicêntricos e politicamente integrados no Alto Xingu.
- Análises genéticas e de fragmentos vegetais confirmam o cultivo diversificado de milho, abóbora e arroz por povos antigos.
O uso de tecnologias avançadas, como o LiDAR, e novas análises de DNA estão transformando a compreensão científica sobre as civilizações pré-colombianas na Amazônia. Pesquisas recentes, incluindo estudos publicados na revista Nature, indicam que a região abrigou sociedades altamente organizadas e populosas, desafiando visões históricas anteriores. O projeto Amazônia Revelada tem sido fundamental para identificar assentamentos complexos, como os observados no Alto Xingu, onde o modelo de 'cidades-jardins' demonstra uma integração política e social sofisticada. Além da organização urbana, as evidências arqueológicas revelam que esses povos possuíam sistemas agrícolas diversificados, cultivando espécies como milho e arroz muito antes do contato europeu. Essas descobertas são cruciais para reavaliar a história da ocupação humana na floresta, destacando a capacidade dessas populações de manejar o ecossistema e sustentar grandes densidades demográficas, como o caso da civilização Aquiry, no Acre.
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