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Cientistas detectam possível indício direto de matéria escura

Experimento LUX-ZEPLIN registrou interação de partículas que pode ser a primeira evidência direta da matéria escura, ainda sob revisão científica.

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Foto: Época Negócios
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03/09 às 13:33 · atualizado 18:32

Pontos principais

  • O evento foi captado pelo detector LZ, localizado a 1,5 km de profundidade na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford.
  • A análise baseou-se em dados coletados entre março de 2023 e abril de 2024, focando em Partículas Massivas de Interação Fraca (WIMPs).
  • O resultado ainda não alcançou o limiar estatístico necessário para uma descoberta oficial e aguarda revisão por pares.
  • A matéria escura compõe cerca de 27% do universo, mas sua natureza permanece desconhecida por não emitir ou refletir luz.

Pesquisadores que operam o experimento LUX-ZEPLIN (LZ), na Dakota do Sul, identificaram um evento de interação de partículas que pode representar o primeiro indício direto da existência de matéria escura. O sinal foi detectado em um ambiente de alta proteção, a quase 1,5 km de profundidade, utilizando dados coletados ao longo de um ano. Embora o achado seja promissor, a equipe científica ressalta que o resultado ainda não atingiu o rigor estatístico exigido para uma confirmação definitiva, estando atualmente em fase de pré-publicação para revisão da comunidade internacional. A matéria escura é fundamental para a cosmologia moderna, sendo considerada a 'cola' que mantém a estrutura do universo, apesar de sua detecção ser extremamente complexa por não interagir com a luz. A colaboração envolve 250 cientistas de 39 instituições em seis países, que buscam compreender a distribuição dessa substância para decifrar a história do cosmos.

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