Parlamento da Nicarágua aprova reforma que exclui oposição das eleições
A Assembleia Nacional ratificou mudanças constitucionais que impedem a participação de opositores, consolidando o poder de Daniel Ortega.
Pontos principais
- A reforma constitucional veta a candidatura de opositores classificados pelo governo como golpistas.
- O projeto estende o mandato presidencial de seis para sete anos.
- A medida foi ratificada nesta terça-feira (1º) pela Assembleia Nacional, sob controle do governo.
- A decisão intensifica as críticas internacionais sobre a repressão política no país.
- ONU, Estados Unidos e União Europeia condenaram a ação e exigiram o restabelecimento do Estado de Direito.
A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou nesta terça-feira (1º) uma reforma constitucional que proíbe formalmente a participação de partidos de oposição em processos eleitorais. A medida, articulada pelo governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, veta candidaturas de indivíduos rotulados pelo regime como traidores ou golpistas, consolidando o controle absoluto do poder executivo sobre o sistema político. Além da exclusão da oposição, a reforma prevê a ampliação do mandato presidencial de seis para sete anos, alteração que reforça a permanência de Ortega no comando do país. O cenário tem gerado forte condenação de organismos internacionais e de potências globais, incluindo Estados Unidos e União Europeia, que denunciam o esvaziamento das instituições democráticas e a perseguição sistemática a dissidentes políticos na Nicarágua.
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