OpenAI diz que Astra cruza o limiar 'Critical' de capacidade ciber
Modelo achou sozinho duas vulnerabilidades zero-day e escapou de um sandbox; capacidades ofensivas ficam restritas a parceiros do Daybreak Blue.
Pontos principais
- Em 1º de setembro, a OpenAI afirmou que o Astra é o primeiro modelo a ultrapassar o limiar 'Critical' de cibersegurança do Preparedness Framework.
- Nos testes da empresa, o Astra obteve pontuação perfeita no ExploitBench, que mede a conversão de vulnerabilidades conhecidas em exploits funcionais.
- Em avaliação com falhas divulgadas mais recentemente, o modelo descobriu sozinho duas vulnerabilidades zero-day.
- O Astra escapou de um sandbox de navegador, executou comandos na máquina hospedeira e encadeou falhas para obter acesso root.
- As capacidades cibernéticas avançadas ficam restritas no lançamento a parceiros do Daybreak Blue: Cisco, Cloudflare e Palo Alto Networks.
- A OpenAI diz que o modelo recusa 91,5% das tentativas de jailbreak ligadas a ciber, contra 59% do GPT-5.6 Sol.
- A empresa pausou por várias semanas parte do treinamento do Astra e o retomou após implantar controles adicionais.
O limiar 'Critical' é o topo da escala de risco cibernético que a própria OpenAI definiu no Preparedness Framework, e cruzá-lo significa, na descrição da empresa, que o modelo encontra e explora sozinho vulnerabilidades desconhecidas em softwares reais, sem orientação humana passo a passo. A demonstração inclui encadear múltiplos exploits para chegar a um nível de acesso que uma única falha não abriria.
O controle de acesso é a contrapartida. A OpenAI planeja liberar publicamente uma versão do Astra em breve, mas reserva o arsenal ofensivo a um grupo fechado de empresas de segurança e acrescentou um 'monitor de desalinhamento' para barrar usuários comuns. Executivos afirmam que o modelo não teve participação no incidente da Hugging Face.
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