Ombudsman aponta falhas em proteção a crianças pré-natais na Austrália
Investigação revela que um terço das denúncias de risco pré-natal em Nova Gales do Sul não foi investigado por falta de assistentes sociais.
Pontos principais
- Mais de um terço das denúncias pré-natais foram encerradas sem investigação devido à escassez de profissionais.
- O relatório do ombudsman identificou casos de coação ilegal de famílias em processos de gestão de casos.
- Denúncias envolvendo crianças de alto risco deixaram de ser encaminhadas para serviços de apoio por falta de recursos.
Uma investigação conduzida pelo ombudsman de Nova Gales do Sul, na Austrália, revelou falhas críticas no sistema de proteção infantil do estado. O levantamento constatou que mais de um terço das denúncias relacionadas ao bem-estar de crianças ainda não nascidas não foram investigadas, sendo encerradas prematuramente devido à falta de assistentes sociais disponíveis. Além da omissão no atendimento, o órgão identificou práticas de coação ilegal, nas quais famílias foram forçadas a participar de processos de gestão de casos sem o devido consentimento. A escassez de recursos também impediu que denúncias sobre gestações de alto risco fossem encaminhadas para serviços de suporte essenciais. O relatório destaca a fragilidade do sistema atual, que falha em garantir a segurança de crianças vulneráveis antes mesmo do nascimento, expondo uma lacuna grave na gestão pública de proteção social e na observância dos direitos fundamentais das famílias envolvidas.
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