Meta desativa câmeras de óculos inteligentes após adulteração
A Meta bloqueou a função de câmera em milhares de óculos inteligentes após usuários adulterarem o LED que indica gravação de vídeo.
Pontos principais
- A medida afeta menos de 0,1% da base total de usuários dos óculos inteligentes da Meta.
- Usuários flagrados cobrindo ou destruindo o LED de gravação tiveram as funções de foto e vídeo desativadas permanentemente.
- A ação responde a denúncias de gravações não consensuais e assédio, que levaram o dispositivo a ser apelidado de "pervert glasses".
- Após a atualização de software, os dispositivos afetados passam a funcionar apenas como fones de ouvido Bluetooth.
- A Meta reforçou que continuará monitorando tentativas de contornar as salvaguardas de privacidade do hardware.
- A empresa planeja doar 130 mil unidades para veteranos cegos nos EUA, buscando classificar o produto como dispositivo assistivo.
A Meta implementou uma atualização de software que desativa permanentemente as capacidades de captura de imagem e vídeo em milhares de óculos inteligentes. A decisão foi tomada após a empresa detectar que usuários estavam adulterando fisicamente o LED indicador de gravação, seja cobrindo a luz com fitas ou modificando o hardware, para realizar filmagens sem o consentimento de terceiros. Alex Himel, vice-presidente de wearables da Meta, descreveu a situação como um desafio contínuo de segurança e privacidade.
Embora o número de dispositivos afetados represente menos de 0,1% do total de vendas, o caso gerou preocupações sobre o uso indevido da tecnologia, resultando em banimentos dos óculos em diversos estabelecimentos comerciais. Paralelamente, a Meta busca reposicionar o produto como uma ferramenta de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, mantendo diálogos com órgãos governamentais americanos para obter reconhecimento oficial como dispositivo de assistência médica.
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