Setor de turismo supera mercado global com economia BEACH
Relatório do UBS aponta que consumidores priorizam experiências e viagens em vez de bens duráveis, impulsionando o setor de turismo global.
Pontos principais
- O UBS define a economia BEACH como o conjunto de booking, entertainment, airlines, cruises e hotels.
- Mudanças no comportamento de consumo de diferentes gerações tornaram as férias um item essencial no orçamento familiar.
- Empresas com marcas premium ou liderança em custos apresentam maior poder de precificação no mercado internacional.
- A Europa se destaca como a região mais forte para o setor devido a barreiras naturais de entrada como história e cultura.
- No Brasil, o cenário é distinto, com empresas do setor enfrentando quedas nas ações e reestruturações financeiras.
Um relatório recente do banco UBS identificou a chamada economia BEACH — sigla que engloba os setores de reservas, entretenimento, companhias aéreas, cruzeiros e hotéis — como uma tendência de crescimento estrutural no mercado global. A análise indica que o consumidor moderno, abrangendo desde baby boomers até a geração Z, tem priorizado gastos com experiências e lazer em detrimento da aquisição de bens duráveis, consolidando as férias como uma categoria essencial no orçamento doméstico. Enquanto o setor demonstra resiliência e força em mercados como o europeu, o cenário brasileiro apresenta um desempenho oposto. Empresas locais do setor de turismo têm enfrentado dificuldades operacionais e financeiras, refletidas na desvalorização das ações de companhias como Azul e CVC, além do recente fechamento de capital da Gol, evidenciando uma discrepância entre a tendência global e a realidade do mercado nacional.
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