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Mercado ilegal de canetas emagrecedoras preocupa autoridades no Brasil

O crescimento do uso de medicamentos GLP-1 impulsiona o contrabando e gera alertas sobre riscos à saúde e mortes associadas a produtos irregulares.

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Foto: InfoMoney
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31/08 às 11:32

Pontos principais

  • Autoridades registraram 83 mortes suspeitas e 3.600 complicações entre 2018 e agosto de 2026.
  • Estimativas do Itaú BBA indicam que 51% das vendas de GLP-1 em 2026 vêm de fontes não rastreadas.
  • A Receita Federal tem intensificado apreensões de medicamentos contrabandeados do Paraguai.
  • Especialistas alertam para riscos graves como pancreatite aguda e hipoglicemia devido à falta de supervisão.
  • A Anvisa busca reduzir a demanda por produtos irregulares com a aprovação de alternativas nacionais mais acessíveis.

O avanço do uso de medicamentos da classe GLP-1 no Brasil tem fomentado um mercado paralelo de produtos contrabandeados e manipulados, levantando sérios alertas de saúde pública. Dados indicam que, entre 2018 e agosto de 2026, foram notificadas 83 mortes suspeitas e mais de 3.600 complicações relacionadas ao consumo dessas substâncias. Segundo o Itaú BBA, mais da metade das vendas do setor em 2026 provém de fontes sem rastreabilidade, dificultando o controle sanitário. A Receita Federal tem registrado apreensões frequentes de itens contrabandeados do Paraguai, muitas vezes ocultados de forma precária. O armazenamento inadequado e a ausência de acompanhamento médico elevam o perigo de efeitos colaterais graves, como pancreatite aguda. Em resposta, a Anvisa tem aprovado alternativas nacionais, como o Ozivy, visando oferecer opções seguras e acessíveis para conter a expansão do comércio ilegal.

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