Índia rejeita decisão internacional sobre tratado de águas com Paquistão
O governo indiano contestou a determinação da Corte Permanente de Arbitragem sobre o uso de recursos hídricos compartilhados com o Paquistão.
Pontos principais
- A Corte Permanente de Arbitragem exigiu que a Índia limite obras em uma usina hidrelétrica na Caxemira.
- O tratado de águas é vital para o Paquistão, garantindo o abastecimento de 80% de suas fazendas.
- A Índia suspendeu unilateralmente o acordo em abril do ano passado após um ataque terrorista na região.
- A decisão judicial visava forçar o cumprimento das normas de compartilhamento de recursos entre os dois países.
O governo da Índia rejeitou formalmente uma decisão da Corte Permanente de Arbitragem que determinava o cumprimento rigoroso do tratado de compartilhamento de águas com o Paquistão. O tribunal internacional havia ordenado que Nova Délhi limitasse a construção de uma usina hidrelétrica na região da Caxemira, argumentando que a obra impacta o fluxo hídrico essencial para o país vizinho. O tratado em questão é um pilar de segurança alimentar para o Paquistão, sendo responsável pelo abastecimento de 80% de suas terras agrícolas. A tensão diplomática escalou em abril do ano passado, quando a Índia suspendeu unilateralmente o acordo após um ataque em um ponto turístico na Caxemira que deixou 26 mortos. A recusa indiana em acatar a decisão judicial aprofunda o impasse geopolítico sobre o controle de recursos naturais em uma das fronteiras mais sensíveis do mundo.
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