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CEO da Acelen questiona real interesse da Petrobras na refinaria de Mataripe

Luiz de Mendonça afirma que a demora na negociação sugere falta de interesse da estatal na recompra da unidade baiana.

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Foto: InvestNews
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31/08 às 13:01

Pontos principais

  • A Petrobras avalia a recompra da Refinaria de Mataripe desde 2023, mas enfrenta impasses sobre o valuation do ativo.
  • Acelen e Petrobras possuem um litígio no Cade referente às condições de fornecimento de petróleo para a refinaria.
  • Desde a privatização em 2021, a Acelen investiu mais de R$ 4 bilhões na modernização e capacidade da unidade.
  • A empresa planeja um aporte de US$ 3 bilhões em um projeto de biorrefinaria para combustíveis sustentáveis.

O CEO da Acelen, Luiz de Mendonça, declarou que a ausência de um acordo para a recompra da Refinaria de Mataripe pela Petrobras indica um possível desinteresse da estatal no negócio. Embora a Petrobras analise a operação desde 2023, as tratativas seguem travadas devido a divergências sobre o valor de mercado da refinaria. Mendonça ressaltou que a decisão final sobre uma eventual venda cabe ao fundo Mubadala, controlador da Acelen, e não à gestão da empresa. O cenário é agravado por uma disputa judicial no Cade envolvendo o fornecimento de petróleo para a unidade. Desde que assumiu a refinaria em 2021, a Acelen investiu R$ 4 bilhões na planta e agora projeta um investimento de US$ 3 bilhões em uma nova biorrefinaria voltada para diesel verde e combustível sustentável de aviação, reforçando sua estratégia de transição energética no setor.

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