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Governo britânico defende libertação antecipada para evitar crise prisional

Ministra Bridget Phillipson afirma que medida é necessária para garantir vagas em prisões na Inglaterra e no País de Gales diante da falta de celas.

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Foto: The Guardian World
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29/08 às 11:01

Pontos principais

  • O governo britânico implementou o esquema de libertação antecipada para gerenciar a superlotação do sistema prisional.
  • A ministra Bridget Phillipson atribuiu a crise à falta de investimentos em capacidade prisional durante a gestão conservadora anterior.
  • A medida tem sido alvo de críticas severas por parte de grupos de apoio a vítimas de abuso doméstico e agentes de liberdade condicional.
  • Sem a liberação de detentos, o sistema corre o risco de esgotar o espaço disponível para novos presos.

A ministra Bridget Phillipson defendeu a implementação de um esquema de libertação antecipada de prisioneiros como uma solução emergencial para a crise de capacidade no sistema carcerário da Inglaterra e do País de Gales. Segundo o governo, a medida é indispensável para evitar que o país fique sem celas disponíveis para novos detidos, garantindo o funcionamento contínuo do sistema de justiça criminal. Phillipson argumentou que a situação atual é resultado de uma gestão insuficiente de infraestrutura prisional por parte do governo conservador anterior, que não teria expandido o número de vagas adequadamente ao longo dos anos.

O plano, contudo, enfrenta forte resistência de diversos setores da sociedade. Organizações de combate ao abuso doméstico, familiares de vítimas e agentes de liberdade condicional expressaram preocupações sobre os riscos de segurança pública associados à soltura precoce de condenados. O governo sustenta que a medida é uma necessidade técnica para gerir o fluxo atual de detentos, enquanto busca soluções de longo prazo para a infraestrutura prisional.

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