Juiz exclui confissões de mentor do 11 de Setembro em tribunal militar
Decisão judicial invalida depoimentos de Khalid Shaikh Mohammed ao FBI, citando coerção psicológica e falta de aviso sobre direitos legais.
Pontos principais
- O juiz Michael Schrama determinou que as confissões de 2007 não foram voluntárias.
- A decisão aponta que houve coerção psicológica por parte da CIA durante o interrogatório.
- O réu não foi devidamente informado sobre seu direito ao silêncio na época dos depoimentos.
- O julgamento militar de Mohammed e outros três acusados está agendado para junho de 2028.
- A exclusão das provas é vista como um revés significativo para a estratégia da acusação.
O juiz militar Michael Schrama determinou a exclusão das confissões prestadas por Khalid Shaikh Mohammed ao FBI em 2007, classificando-as como inadmissíveis no julgamento dos ataques de 11 de Setembro. Segundo o magistrado, os depoimentos foram obtidos sob coerção psicológica durante interrogatórios da CIA e sem a devida notificação ao réu sobre seu direito ao silêncio. A decisão representa um obstáculo relevante para a promotoria, que considerava as declarações como peças centrais para sustentar a acusação contra o suposto mentor dos atentados.
Além de invalidar as confissões, o juiz negou o pedido da acusação para iniciar o julgamento em janeiro de 2027, estabelecendo a nova data para junho de 2028. O processo, que também envolve outros três réus, enfrenta desafios processuais prolongados devido à complexidade das provas e às controvérsias sobre os métodos de interrogatório utilizados pelo governo americano no passado.
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