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Juiz exclui confissões de mentor do 11 de Setembro em tribunal militar

Decisão judicial invalida depoimentos de Khalid Shaikh Mohammed ao FBI, citando coerção psicológica e falta de aviso sobre direitos legais.

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Foto: G1 Mundo
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28/08 às 17:31

Pontos principais

  • O juiz Michael Schrama determinou que as confissões de 2007 não foram voluntárias.
  • A decisão aponta que houve coerção psicológica por parte da CIA durante o interrogatório.
  • O réu não foi devidamente informado sobre seu direito ao silêncio na época dos depoimentos.
  • O julgamento militar de Mohammed e outros três acusados está agendado para junho de 2028.
  • A exclusão das provas é vista como um revés significativo para a estratégia da acusação.

O juiz militar Michael Schrama determinou a exclusão das confissões prestadas por Khalid Shaikh Mohammed ao FBI em 2007, classificando-as como inadmissíveis no julgamento dos ataques de 11 de Setembro. Segundo o magistrado, os depoimentos foram obtidos sob coerção psicológica durante interrogatórios da CIA e sem a devida notificação ao réu sobre seu direito ao silêncio. A decisão representa um obstáculo relevante para a promotoria, que considerava as declarações como peças centrais para sustentar a acusação contra o suposto mentor dos atentados.

Além de invalidar as confissões, o juiz negou o pedido da acusação para iniciar o julgamento em janeiro de 2027, estabelecendo a nova data para junho de 2028. O processo, que também envolve outros três réus, enfrenta desafios processuais prolongados devido à complexidade das provas e às controvérsias sobre os métodos de interrogatório utilizados pelo governo americano no passado.

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