Brasil perde espaço na corrida global por minerais críticos
O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, alerta que o país corre o risco de ficar para trás na disputa pelos recursos essenciais para a transição energética.
Pontos principais
- Gustavo Pimenta classificou os minerais críticos como o novo petróleo da atual geração.
- O executivo aponta que o Brasil não tem acompanhado o ritmo da demanda global por esses insumos.
- A escassez de investimentos e estratégias claras coloca o país em desvantagem competitiva no cenário internacional.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, manifestou preocupação com o posicionamento do Brasil no mercado internacional de minerais críticos. Segundo o executivo, esses recursos, fundamentais para tecnologias de transição energética e eletrificação, funcionam como o novo petróleo da economia global. Pimenta argumenta que, apesar do vasto potencial geológico brasileiro, o país tem perdido espaço para outras nações que avançam com maior agilidade na exploração e no processamento desses materiais. A relevância do tema reside na dependência crescente das indústrias globais por insumos como lítio, níquel e terras raras, essenciais para a fabricação de baterias e componentes de alta tecnologia. Para o CEO, a falta de uma estratégia nacional robusta e o ritmo lento de investimentos podem comprometer a relevância do Brasil na cadeia de suprimentos global nas próximas décadas.
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