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Brasil perde espaço na corrida global por minerais críticos, diz CEO da Vale

Gustavo Pimenta afirma que minerais críticos são o novo petróleo e defende medidas para acelerar a produção mineral brasileira.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/08 às 11:15, atualizado 29/08 às 11:55

Pontos principais

  • Gustavo Pimenta classificou os minerais críticos como o novo petróleo da economia global.
  • O CEO da Vale defende a redução no tempo de licenciamento de projetos e maior mapeamento geológico.
  • Estudo aponta que o Brasil pode elevar a arrecadação com royalties de R$ 74 bilhões para R$ 130 bilhões na próxima década.
  • A mineradora se posiciona contra o aumento de impostos sobre exportação para forçar o processamento local.
  • A Vale avalia o desenvolvimento do bloco C em Carajás para ampliar sua capacidade produtiva em 50 milhões de toneladas anuais.

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, alertou que o Brasil está perdendo competitividade na corrida global pelos chamados minerais críticos, recursos que ele define como o novo petróleo da atual geração. Para o executivo, a importância estratégica desses insumos para a geopolítica e a transição energética exige uma postura mais ágil do país. A mineradora defende a simplificação dos processos de licenciamento ambiental e um mapeamento geológico mais robusto do território nacional como pilares para reverter esse cenário. Segundo um estudo da Accenture encomendado pela companhia, o potencial de arrecadação com tributos e royalties poderia saltar de R$ 74 bilhões para R$ 130 bilhões na próxima década caso o setor ganhe escala. Paralelamente, a Vale busca expandir suas operações, incluindo o desenvolvimento do bloco C em Carajás, enquanto se opõe a medidas que elevem a carga tributária sobre exportações.

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