Brasil perde espaço na corrida global por minerais críticos, diz CEO da Vale
Gustavo Pimenta afirma que minerais críticos são o novo petróleo e defende medidas para acelerar a produção mineral brasileira.
Pontos principais
- Gustavo Pimenta classificou os minerais críticos como o novo petróleo da economia global.
- O CEO da Vale defende a redução no tempo de licenciamento de projetos e maior mapeamento geológico.
- Estudo aponta que o Brasil pode elevar a arrecadação com royalties de R$ 74 bilhões para R$ 130 bilhões na próxima década.
- A mineradora se posiciona contra o aumento de impostos sobre exportação para forçar o processamento local.
- A Vale avalia o desenvolvimento do bloco C em Carajás para ampliar sua capacidade produtiva em 50 milhões de toneladas anuais.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, alertou que o Brasil está perdendo competitividade na corrida global pelos chamados minerais críticos, recursos que ele define como o novo petróleo da atual geração. Para o executivo, a importância estratégica desses insumos para a geopolítica e a transição energética exige uma postura mais ágil do país. A mineradora defende a simplificação dos processos de licenciamento ambiental e um mapeamento geológico mais robusto do território nacional como pilares para reverter esse cenário. Segundo um estudo da Accenture encomendado pela companhia, o potencial de arrecadação com tributos e royalties poderia saltar de R$ 74 bilhões para R$ 130 bilhões na próxima década caso o setor ganhe escala. Paralelamente, a Vale busca expandir suas operações, incluindo o desenvolvimento do bloco C em Carajás, enquanto se opõe a medidas que elevem a carga tributária sobre exportações.
