Startup afirma ter gerado 19 milhões de galões de chuva no Alasca
A Rainmaker Technology usou drones para dispersar iodeto de prata sobre a Península de Kenai, gerando controvérsia sobre segurança e regulação.
Pontos principais
- A empresa Rainmaker Technology realizou sete missões de cloud seeding com drones 'Elijah' nos dias 22 e 23 de agosto de 2026.
- Foram dispersados cerca de 374 gramas de iodeto de prata em altitudes entre 11.500 e 14.100 pés.
- A companhia estima que a operação gerou aproximadamente 19 milhões de galões de precipitação adicional em três horas.
- A Air Line Pilots Association alertou que a tecnologia apresenta riscos de segurança, incluindo perigos de incêndio e integração no espaço aéreo.
- Estados como Flórida e Tennessee proibiram a manipulação química do clima, tratando a prática como crime em alguns casos.
- A petição da Rainmaker junto à FAA para o uso de cartuchos de semeadura em drones permanece pendente de aprovação.
- Um relatório do GAO de 2024 apontou incertezas sobre os efeitos a longo prazo do uso disseminado de iodeto de prata na saúde e no meio ambiente.
A startup californiana Rainmaker Technology Corporation, fundada em 2023, anunciou ter realizado a primeira operação privada de cloud seeding no Alasca, utilizando drones para induzir precipitação. Segundo o relatório de validação da empresa, a operação visou um sistema de baixa pressão sobre a Península de Kenai, onde a dispersão de iodeto de prata teria estimulado a formação de cristais de gelo, resultando em um volume estimado de 19 milhões de galões de água. A empresa defende a tecnologia como uma ferramenta para combater secas e restaurar geleiras, embora os resultados não tenham sido verificados por agências independentes.
A prática enfrenta resistência crescente e escrutínio regulatório. Além da oposição da Air Line Pilots Association, que cita riscos operacionais, o Congresso dos EUA discute legislações como o 'Clear Skies Act', que busca banir a modificação climática intencional. Enquanto a Rainmaker busca validar sua tecnologia como uma solução escalável, o debate sobre os impactos ambientais e a legalidade da manipulação atmosférica continua a dividir autoridades e especialistas.
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