Pedidos de auxílio-desemprego caem para 203 mil e déficit comercial sobe
Solicitações de auxílio-desemprego recuam nos EUA, enquanto o déficit comercial de bens atinge o maior nível desde março de 2025.
Pontos principais
- Pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 203 mil na semana encerrada em 22 de agosto.
- O déficit comercial de bens dos EUA subiu para US$ 118,8 bilhões em julho, o maior patamar desde março de 2025.
- O aumento do déficit foi impulsionado por uma queda de 2,9% nas exportações e um crescimento de 3,7% nas importações.
- Importações de bens de capital registraram crescimento expressivo, contribuindo para o desequilíbrio na balança comercial.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos registraram uma queda de 4.000 solicitações na semana encerrada em 22 de agosto, totalizando 203 mil. O dado ficou abaixo das expectativas do mercado, sinalizando uma resiliência no mercado de trabalho americano, que apresentou taxa de desemprego de 4,1% no último mês. O cenário reflete uma estabilidade nas contratações em um momento de ajustes na política econômica sob a gestão do presidente Donald Trump.
Paralelamente, o setor externo apresentou um desequilíbrio mais acentuado. O déficit comercial de bens atingiu US$ 118,8 bilhões em julho, superando os US$ 101,4 bilhões registrados em junho e alcançando o maior patamar desde março de 2025. Esse resultado foi impulsionado por uma combinação de queda de 2,9% nas exportações e um aumento de 3,7% nas importações. Dados adicionais indicam que o crescimento das importações foi puxado, em grande parte, por uma demanda recorde por bens de capital, refletindo investimentos em infraestrutura e equipamentos que impactam diretamente a balança comercial do país.
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