Havanna mantém expansão no Brasil em meio à recuperação judicial
A rede argentina renegocia R$ 127 milhões em dívidas enquanto planeja abrir 60 novas unidades no país até o fim de 2026.
Pontos principais
- O grupo que opera a marca no Brasil entrou em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 127,7 milhões em dívidas.
- O plano de reestruturação prevê deságio de até 95% sobre créditos e carência de 12 meses para pagamentos.
- A empresa afirma que a dívida decorre de obrigações de outras companhias do grupo acionista, não afetando a operação da rede.
- A rede projeta chegar a 700 pontos de venda no Brasil até 2030, focando em modelos de cafeteria e sorveteria.
- O fundo Explorer é o maior credor individual do processo, com R$ 45,8 milhões a receber.
- A operação brasileira é a maior da marca no mundo, com mais de 250 unidades, sendo 97% localizadas em shoppings.
A operação brasileira da Havanna, controlada pelo empresário Marcos Rothenberg, busca reestruturar seu passivo financeiro por meio de um processo de recuperação extrajudicial. O grupo, que responde solidariamente por obrigações de outras empresas do mesmo controlador, negocia R$ 127,7 milhões com credores como Banco do Brasil, Banco Pine e Banco Sofisa, visando proteger a continuidade de suas atividades operacionais e compromissos com franqueados.
Mesmo diante do cenário de endividamento e da retração na confiança do consumidor, a rede mantém um plano agressivo de crescimento. A companhia pretende inaugurar 60 novas unidades até o final de 2026, apostando na expansão de modelos híbridos de cafeteria e sorveteria. A estratégia visa consolidar a marca em um mercado competitivo, aproveitando lacunas deixadas por concorrentes e diversificando canais de receita, como a recente parceria de distribuição de produtos com a companhia aérea Azul.
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