Estudo da McKinsey aponta que apenas 6% das empresas lucram com IA
Pesquisa revela que, apesar do ganho de produtividade, pequena parcela das organizações consegue converter o uso de IA em impacto financeiro real.
Pontos principais
- Apenas 6% das empresas pesquisadas atribuem 5% ou mais do seu EBIT ao uso de inteligência artificial.
- Embora 80% dos entrevistados relatem maior produtividade individual, apenas 37% observam impacto positivo no lucro operacional.
- Custos elevados com tokens e computação já restringem a adoção da tecnologia em 20% das organizações.
- Empresas de alto desempenho focam no redesenho de fluxos de trabalho e no comprometimento da liderança sênior.
- Apenas 14% das empresas relataram redução de pessoal devido à IA no último ano, apesar de projeções de cortes futuros.
Um estudo recente da McKinsey identificou o chamado 'Clube dos 6%', um grupo restrito de empresas que consegue transformar investimentos em inteligência artificial em resultados financeiros significativos. Embora a tecnologia tenha impulsionado a produtividade individual em 80% das organizações pesquisadas, a conversão desse ganho em lucro operacional (EBIT) permanece um desafio, sendo alcançada por apenas 37% dos entrevistados. O levantamento destaca que o sucesso depende menos da ferramenta em si e mais do redesenho estratégico dos fluxos de trabalho e do engajamento direto da liderança sênior.
O cenário atual também revela barreiras crescentes, com uma em cada cinco empresas enfrentando limitações devido aos altos custos de computação e tokens. Além disso, embora o mercado projete cortes de pessoal para o próximo ano, a redução efetiva de funcionários atribuída à IA foi de apenas 14% nos últimos doze meses, sugerindo uma transição ainda cautelosa no mercado de trabalho.
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