Estudo alerta para poluição luminosa causada por espelhos espaciais
Pesquisadores apontam que satélites da Reflect Orbital podem ser 40 vezes mais brilhantes que a lua cheia, prejudicando a observação astronômica.
Pontos principais
- A startup Reflect Orbital obteve licença da FCC para lançar o satélite de demonstração EARENDIL-1, equipado com um espelho de 18 por 18 metros.
- Cálculos da Universidade de Princeton indicam que o brilho dos espelhos pode superar em 40 vezes a intensidade da lua cheia para observadores terrestres.
- Astrônomos temem que a constelação planejada de 40 mil satélites crie poluição luminosa severa e elimine a visibilidade de estrelas.
- A empresa contesta as projeções, afirmando que os espelhos serão direcionados apenas a locais remotos e que as premissas do estudo são imprecisas.
- A FCC declarou que impactos na astronomia óptica não fazem parte de sua autoridade de revisão e licenciamento.
A startup Reflect Orbital está no centro de um debate científico após receber autorização da FCC para testar o satélite EARENDIL-1, que utiliza um espelho de grandes dimensões para refletir luz solar em direção à Terra. Pesquisadores da Universidade de Princeton alertam que, caso a empresa escale sua operação para os 40 mil satélites planejados, o brilho resultante poderá ser 40 vezes superior ao da lua cheia, criando um crepúsculo artificial e comprometendo severamente a astronomia óptica global. Enquanto a comunidade científica expressa preocupação com a perda da visibilidade do céu noturno, a Reflect Orbital defende seu modelo de negócio, argumentando que o projeto visa atender locais remotos e que os dados do estudo acadêmico não refletem a operação real. O impasse destaca a falta de regulação específica para o impacto ambiental de megaconstelações no espaço.
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