Dolce & Gabbana renegocia dívida e busca caixa com venda de imóveis
Em meio à queda na demanda por luxo, a marca italiana renegocia dívidas bancárias e planeja vender ativos imobiliários para reforçar o caixa.
Pontos principais
- A empresa obteve um alívio temporário em exigências contratuais de dívida com bancos até março de 2028.
- A dívida da holding atingiu cerca de € 465 milhões no último ano fiscal, acompanhada por queda na receita e no Ebitda.
- A estratégia inclui a venda e o aluguel de volta (sale-leaseback) de imóveis em Milão até junho de 2027.
- Stefano Cantino assumiu como co-CEO ao lado de Alfonso Dolce, enquanto Stefano Gabbana deixou a presidência.
A Dolce & Gabbana enfrenta um cenário financeiro desafiador diante da retração global no consumo de bens de luxo. Para estabilizar suas operações, a companhia renegociou seus compromissos bancários, garantindo uma dispensa temporária de exigências contratuais até 2028. Paralelamente, a marca busca liquidez imediata através da venda de ativos imobiliários em Milão, utilizando o modelo de sale-leaseback para manter o uso dos espaços. A pressão financeira é evidenciada pela elevação da dívida da holding para € 465 milhões e pela queda nos indicadores de receita e Ebitda. Em meio a esse processo de reestruturação, a empresa promoveu mudanças em sua governança, nomeando Stefano Cantino como co-CEO ao lado de Alfonso Dolce, enquanto o cofundador Stefano Gabbana deixou o cargo de presidente. As medidas visam adequar a estrutura de capital da grife ao novo momento do mercado.
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