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Saildrone e Lockheed Martin realizam disparo de míssil a partir de USV

Embarcação não tripulada Surveyor disparou mísseis JAGM durante o exercício RIMPAC 2026, marcando um avanço na autonomia naval dos EUA.

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25/08 às 13:41

Pontos principais

  • O teste ocorreu durante o exercício RIMPAC 2026, próximo ao Havaí, sob o programa FLEX da Marinha dos EUA.
  • Dois mísseis Joint Air-to-Ground Missile (JAGM) foram disparados com sucesso a partir de um Saildrone Surveyor de 20 metros.
  • A operação foi coordenada com o grupo de ataque do porta-aviões USS Theodore Roosevelt utilizando o sistema ARES.
  • O projeto é fruto de uma parceria estratégica iniciada em outubro de 2025 entre a Saildrone e a Lockheed Martin.
  • O Saildrone Surveyor possui autonomia de até 100 dias e utiliza sensores para detecção e classificação de ameaças.
  • A tecnologia será expandida para o novo USV Saildrone Spectre, de 52 metros, capaz de carregar sistemas como o lançador Mk 70.

A Saildrone e a Lockheed Martin realizaram com sucesso o primeiro lançamento de mísseis a partir de uma embarcação de superfície não tripulada (USV) da classe Surveyor. O teste, conduzido durante o exercício naval RIMPAC 2026, demonstrou a capacidade de integrar sistemas de combate da Marinha dos EUA em plataformas autônomas, permitindo que o veículo recebesse dados de alvos em tempo real e executasse o disparo de mísseis JAGM de forma coordenada com o grupo de ataque do porta-aviões USS Theodore Roosevelt. Além da capacidade cinética, o USV demonstrou sensores de guerra eletrônica capazes de identificar sistemas de radar inimigos.

Este marco de seis meses de desenvolvimento conjunto visa ampliar a presença e a capacidade de ataque em ambientes contestados. A tecnologia serve como base para o desenvolvimento do Saildrone Spectre, uma embarcação maior, de 52 metros e 300 toneladas, projetada para transportar cargas úteis mais pesadas, incluindo lançadores Mk 70 e sistemas de guerra antissubmarino. O objetivo da Marinha dos EUA é utilizar essas plataformas para missões de longa duração, reduzindo riscos para tripulações humanas e aumentando a flexibilidade operacional da frota.

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