Perplexity lança Portable Computer, agente de IA que roda no dispositivo
A versão local da plataforma Computer roda em DGX Spark e GPUs RTX, e o trabalho concluído no aparelho não consome créditos.
Pontos principais
- A Perplexity lançou o Portable Computer em 25 de agosto de 2026, versão local da sua plataforma agêntica Computer.
- Roda no desktop DGX Spark da Nvidia e em máquinas Linux com GPUs RTX de pelo menos 24GB de VRAM (a partir de uma GeForce RTX 3090).
- No lançamento, dá para configurar o Qwen 3.8 27B ou o PPLX 27B; o Nemotron 3.5 Lightning da Nvidia chega em breve.
- No Terminal Bench 2.1, o Qwen totalmente local marcou 59,6% a custo marginal quase zero; escalando para um "consultor" Claude Opus 5 na nuvem, 73,0% a US$0,415 por tarefa; só o modelo de fronteira, 82,4% a US$0,65.
- Antes de qualquer chamada à nuvem, o harness roda um classificador de PII (informações pessoais identificáveis) e mostra ao usuário o que sairia do dispositivo.
- Chega a assinantes Pro, Max, Enterprise Pro e Enterprise Max no Linux; o Windows vem em setembro.
O desenho inverte a lógica padrão dos agentes: em vez de tudo rodar na nuvem e ocasionalmente tocar a máquina do usuário, toda tarefa começa no dispositivo e cada etapa enviada a um modelo de fronteira precisa de permissão explícita. O modelo remoto devolve apenas orientação em texto e nunca toca em arquivos ou ferramentas locais.
Os números do Terminal Bench 2.1 mostram o tamanho do trade-off: o local puro entrega cerca de 72% da pontuação do modelo de fronteira a custo marginal praticamente nulo, e a configuração híbrida recupera boa parte da diferença por US$0,415 por tarefa. Para trabalho contínuo, o zero de custo por token é o argumento comercial.
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