Fundos multimercados reavaliam taxa 2 por 20 após onda de resgates
Setor enfrenta saída acumulada de bilhões de reais e discute mudanças na estrutura de taxas para conter a fuga de capital dos investidores.
Pontos principais
- Fundos multimercados registraram resgates líquidos de R$ 349,1 bilhões em 2024.
- O setor sofreu saídas de R$ 58,9 bilhões ao longo de 2025.
- No primeiro semestre de 2026, os resgates somaram R$ 9,9 bilhões.
- Gestoras discutem a viabilidade do modelo tradicional de cobrança 2 por 20.
A indústria de fundos multimercados no Brasil atravessa um período de reestruturação forçada por uma sequência prolongada de resgates líquidos. Após um ano de 2024 marcado por uma saída expressiva de R$ 349,1 bilhões, o setor continuou a perder ativos em 2025 e no início de 2026, totalizando uma fuga de capital que pressiona a rentabilidade das gestoras. Diante desse cenário de desinvestimento, o mercado iniciou um debate sobre a revisão do modelo de cobrança conhecido como 2 por 20 — que consiste em uma taxa de administração de 2% e uma taxa de performance de 20% sobre o excedente do benchmark. A discussão reflete a necessidade de alinhar os custos dos produtos à realidade de desempenho atual, buscando atrair novamente o interesse dos investidores e estancar a sangria de recursos que tem impactado a liquidez e a estratégia das casas de investimento.
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