El Niño pode encarecer alimentos em até 20% no Brasil
Estudo do Rabobank aponta que a intensificação do El Niño deve elevar preços de alimentos in natura, pressionando a inflação oficial brasileira.
Pontos principais
- O fenômeno climático tem 80% de probabilidade de atingir intensidade forte até o final de 2026.
- Preços de alimentos in natura podem subir 19,9%, impactando o IPCA em 0,83 ponto percentual.
- Hortaliças e carnes são os itens mais sensíveis com repasse imediato ao consumidor.
- O pico do impacto inflacionário é esperado cerca de seis meses após o choque climático.
- Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília devem registrar os maiores aumentos no curto prazo.
A intensificação do fenômeno climático El Niño representa um risco crescente para a economia brasileira, com potencial de elevar os preços de alimentos in natura em até 19,9%. Segundo um estudo do Rabobank, o aquecimento das águas do Pacífico, que possui 80% de chance de se tornar severo até o fim de 2026, deve impactar diretamente o IPCA, contribuindo com cerca de 0,83 ponto percentual na inflação oficial. O efeito nos preços tende a ser mais acentuado em hortaliças e carnes, com o pico da pressão inflacionária ocorrendo aproximadamente seis meses após o evento climático. Capitais como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém estão entre as regiões que devem sentir os maiores aumentos no curto prazo, exigindo atenção redobrada quanto à volatilidade dos custos de subsistência para as famílias brasileiras.
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