Analistas avaliam impacto limitado de tarifas americanas na Gerdau
Especialistas indicam que uma possível redução de tarifas dos EUA sobre o aço canadense traz riscos controlados para a operação da Gerdau.
Pontos principais
- Ações da Gerdau recuaram mais de 5% após especulações sobre a redução de 50% para 25% nas tarifas americanas sobre o aço do Canadá.
- O UBS BB avalia que o impacto é limitado pela baixa participação de Canadá e México nas importações americanas de vigas e MBQ.
- A demanda por vigas nos EUA apresenta crescimento anual de 14%, o que favorece a absorção de volumes adicionais de importação.
- Analistas do Bradesco BBI alertam que um acordo amplo no âmbito do USMCA, incluindo o México, poderia elevar a pressão competitiva.
O mercado reagiu com cautela às notícias sobre uma possível flexibilização das tarifas americanas para o aço canadense, resultando em uma queda superior a 5% nas ações da Gerdau. Apesar da volatilidade, instituições como o UBS BB e o Bradesco BBI consideram que o impacto direto para a companhia deve ser limitado. A análise baseia-se na baixa representatividade do Canadá e do México no volume total de importações americanas de produtos específicos, como vigas e MBQ, além do aquecido mercado americano, que registra um crescimento de 14% ao ano na demanda por vigas.
Contudo, o cenário exige atenção para desdobramentos no âmbito do USMCA. Enquanto um acordo isolado com o Canadá pode ser visto como neutro ou levemente positivo, especialistas apontam que uma negociação mais abrangente envolvendo o México poderia intensificar a concorrência no setor siderúrgico, pressionando as margens e a competitividade da Gerdau na região.
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