Relatório do Goldman Sachs aponta impacto da IA no mercado de trabalho
Automação por IA desacelera abertura de vagas e afeta trabalhadores em início de carreira em economias desenvolvidas, segundo o Goldman Sachs.
Pontos principais
- Setores com alta exposição à IA registraram crescimento mais lento na criação de empregos desde o segundo semestre de 2022.
- O setor de call centers sofreu quedas expressivas no nível de emprego, com redução de 39% nos Estados Unidos.
- Trabalhadores em início de carreira são os mais impactados pela automação nas economias desenvolvidas.
- França, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido lideram a adoção global de tecnologias de inteligência artificial.
Um novo relatório do Goldman Sachs indica que a inteligência artificial está alterando a dinâmica do mercado de trabalho em economias desenvolvidas. A análise revela que setores com maior exposição à automação, como o de serviços de informação e comunicação, apresentaram uma desaceleração na abertura de novas vagas desde o segundo semestre de 2022. O impacto é particularmente severo em call centers, que registraram quedas acentuadas no número de funcionários em países como Estados Unidos, Canadá e Alemanha em comparação com as tendências históricas. A pesquisa destaca que os profissionais em início de carreira são os mais vulneráveis a essas mudanças. Com taxas de adoção de IA entre 15% e 20%, nações como França, Reino Unido e Estados Unidos servem como termômetro para os desafios estruturais que a automação impõe à força de trabalho global nesta década.
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