Ministério das Cidades atualiza manual de mapeamento de riscos urbanos
Após quase 20 anos, o governo federal revisa diretrizes para gestão de áreas vulneráveis a desastres geológicos e hidrológicos em municípios.
Pontos principais
- O manual não era atualizado desde 2007, incorporando agora novos conceitos tecnológicos e de gestão.
- A revisão foca em classificar riscos como médio, alto e muito alto para orientar planos municipais.
- Dados da Casa Civil apontam que 1.942 municípios brasileiros possuem áreas de risco, afetando quase 9 milhões de pessoas.
- O documento é essencial para que prefeituras solicitem recursos federais destinados a obras de prevenção.
O Ministério das Cidades lançou uma versão atualizada do manual de mapeamento de riscos geológicos e hidrológicos, marcando a primeira revisão do documento desde 2007. A atualização visa modernizar a gestão de áreas urbanas vulneráveis, introduzindo novos conceitos técnicos e metodológicos para a classificação de riscos médio, alto e muito alto. A iniciativa foi acelerada pela crescente urgência climática e pela necessidade de preparar o país para eventos extremos. O manual funciona como uma ferramenta estratégica para que as prefeituras elaborem seus planos de redução de risco, sendo um requisito fundamental para a obtenção de verbas governamentais voltadas a obras de infraestrutura preventiva. Segundo dados da Casa Civil de 2024, o Brasil possui 1.942 municípios com áreas suscetíveis a desastres, uma realidade que coloca cerca de 9 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade constante.
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