Apenas 2,34% dos currículos brasileiros citam inteligência artificial
Levantamento da startup Hubble aponta baixa adesão de competências em IA no mercado de trabalho brasileiro, com destaque para a Geração Z.
Pontos principais
- A análise da Hubble abrangeu 41.488 currículos de profissionais brasileiros.
- Apenas 972 currículos, representando 2,34% do total, mencionam habilidades em inteligência artificial.
- A Geração Z apresenta a maior incidência de menções à tecnologia, com 5,14%, enquanto baby boomers somam 0,66%.
- Especialistas sugerem que a baixa adesão reflete uma dificuldade dos profissionais em descrever a aplicação prática da IA no cotidiano.
Um levantamento realizado pela startup Hubble revelou que a presença de competências relacionadas à inteligência artificial ainda é incipiente nos currículos brasileiros. De um universo de 41.488 documentos analisados, apenas 2,34% dos candidatos destacam o domínio de ferramentas de IA. A disparidade geracional é evidente, com a Geração Z liderando a adoção da tecnologia como diferencial competitivo, enquanto gerações mais velhas apresentam índices significativamente menores. Segundo Victor Fazzio, CEO da Hubble, a baixa adesão pode estar atrelada à dificuldade dos profissionais em traduzir o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou Claude em competências técnicas claras. O estudo reforça que, para se destacar no mercado atual, não basta listar softwares, sendo essencial contextualizar como a inteligência artificial é aplicada para otimizar processos e gerar resultados concretos nas atividades profissionais.
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