Pentágono exige que 30 universidades revisem parcerias com a China
Instituições como Harvard e MIT devem encerrar laços acadêmicos sob risco de perderem financiamento federal por preocupações com segurança nacional.
Pontos principais
- O Departamento de Defesa dos EUA deu prazo até 31 de agosto para a revisão de alianças acadêmicas.
- A medida visa mitigar riscos à segurança nacional associados a parcerias com instituições chinesas.
- Harvard, MIT e Johns Hopkins estão entre as 30 universidades notificadas pela diretiva.
- O descumprimento da ordem pode resultar no corte imediato de verbas federais para as instituições.
- Representantes acadêmicos questionam a falta de evidências públicas sobre irregularidades nas pesquisas.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos determinou que 30 universidades de elite, incluindo Harvard, MIT e Johns Hopkins, realizem uma auditoria rigorosa em suas parcerias de pesquisa com instituições estrangeiras, com foco principal na China. A diretiva exige que as universidades revisem e, se necessário, encerrem colaborações consideradas ameaças à segurança nacional até o dia 31 de agosto. O governo federal condicionou a manutenção do financiamento público ao cumprimento dessas exigências, elevando a pressão sobre o setor acadêmico.
A medida gerou críticas de lideranças universitárias, que apontam a ausência de provas concretas de conduta imprópria nas parcerias citadas. O Pentágono, por sua vez, mantém a postura de que a proteção de dados e tecnologias sensíveis é uma prioridade estratégica. O impasse coloca em xeque o modelo de colaboração científica internacional mantido por essas instituições de ensino.
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