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NASA testa em órbita navegação de satélites sem GPS na missão Starling

Em três dias, o sistema FALCON aprimorou as órbitas de mais de 200 objetos espaciais sem qualquer intervenção de operadores em solo.

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18/08 às 09:00

Pontos principais

  • NASA anunciou em 17 de agosto de 2026 a demonstração em voo do FALCON a bordo do enxame de CubeSats Starling, em órbita terrestre baixa.
  • O sistema determina a órbita comparando objetos vistos pelas câmeras rastreadoras de estrelas com um catálogo de cerca de 20 mil objetos espaciais carregado a bordo.
  • Opera sem rastreamento em solo e sem GPS.
  • Em três dias, aprimorou as órbitas conhecidas de mais de 200 objetos espaciais.
  • Produziu a bordo previsões de posição melhores que as fornecidas por estações terrestres.
  • Usa o software de voo Era-Core, da parceira comercial EraDrive, integrado às câmeras dos CubeSats 6U.
  • Ainda este ano o enxame de quatro espaçonaves vai compartilhar dados de rastreamento para refinar posições coletivamente.

FALCON é a sigla de Fast Autonomous Lost-in-space Catalog-based Optical Navigation. A NASA afirma que a autodeterminação de órbita é inédita para espaçonaves que usam câmeras ópticas para navegar em relação a outros objetos no espaço — o satélite se localiza olhando para outros satélites e detritos, e não para um sinal externo.

O próximo passo previsto é coletivo: as quatro espaçonaves do enxame trocando dados de rastreamento entre si para refinar posições em conjunto ainda neste ano.

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