Startup de gestão de frotas Moove capta US$ 250 milhões e atinge valuation de US$ 2,1 bilhões
Rodada Série C liderada pelo Mubadala financiará a expansão da infraestrutura da Moove para operar frotas de veículos autônomos em parceria com a Waymo.
Pontos principais
- A rodada de US$ 250 milhões foi liderada pelo fundo soberano Mubadala, com participação de investidores como Uber, BlackRock e Woven Capital.
- O aporte eleva o valuation da startup sediada em Dubai para US$ 2,1 bilhões.
- Os recursos serão destinados à construção de 'Nests', infraestrutura de recarga e manutenção para veículos autônomos.
- A empresa atua como operadora terceirizada de frotas para a Waymo em cidades como Phoenix e Miami, com planos de expansão para Londres.
- A Moove planeja ampliar sua equipe dedicada à tecnologia autônoma de 150 para 500 funcionários até o final do ano.
- A startup, que controla a brasileira Kovi, projeta realizar um IPO nos Estados Unidos em um horizonte de cinco anos.
- A companhia atingiu uma receita recorrente anual (ARR) de US$ 420 milhões.
A Moove, startup especializada em gestão de frotas, anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento Série C no valor de US$ 250 milhões. O aporte, liderado pelo fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, elevou o valuation da empresa para US$ 2,1 bilhões. A rodada contou ainda com a participação de investidores estratégicos e financeiros de peso, incluindo Uber, BlackRock, Franklin Templeton e Woven Capital, braço de investimentos da Toyota. O capital será direcionado para o fortalecimento da infraestrutura operacional da companhia, com foco no desenvolvimento de 'Nests' — pátios especializados em recarga e manutenção essenciais para a operação de veículos autônomos.
Atualmente, a Moove atua como parceira estratégica da Waymo, fornecendo a base operacional necessária para a circulação de robotáxis em cidades como Phoenix e Miami, com planos de expansão para Londres. A empresa, que também controla a brasileira Kovi, busca consolidar-se como a infraestrutura central da indústria de mobilidade autônoma, projetando uma transição futura de gestora para proprietária de frotas. Com uma receita recorrente anual de US$ 420 milhões, a startup planeja escalar sua equipe técnica e preparar o terreno para um possível IPO nos Estados Unidos nos próximos cinco anos, embora o cenário para a adoção da tecnologia autônoma em mercados como o Brasil ainda enfrente desafios regulatórios e de infraestrutura urbana.
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