Reino Unido prioriza criação de empregos em contratos públicos
Governo britânico altera regras de licitações para focar na inserção de jovens no mercado, reduzindo o peso de metas ambientais e sociais.
Pontos principais
- O governo do Reino Unido dobrará o peso da geração de empregos nas avaliações de licitações públicas.
- A medida visa reduzir o número de jovens que não estão empregados, estudando ou em treinamento (Neets).
- Critérios de sustentabilidade e bem-estar social perderão relevância nos processos de contratação.
- As novas diretrizes impactam cerca de £90 bilhões em gastos anuais do governo britânico.
O governo britânico anunciou uma mudança estratégica em suas políticas de contratação pública, passando a priorizar a criação de empregos para jovens em detrimento de metas ambientais e sociais. A nova diretriz dobra o peso atribuído à capacidade das empresas de gerar postos de trabalho durante as avaliações de licitações, com o objetivo central de reduzir o contingente de jovens fora do mercado de trabalho, educação ou treinamento, conhecidos como Neets. A medida abrange aproximadamente £90 bilhões em gastos anuais do Estado. Embora o governo apresente a mudança como uma forma de impulsionar a economia e a inclusão produtiva, a decisão enfrentou críticas imediatas de grupos ambientalistas. Ativistas questionam o recuo em compromissos de sustentabilidade, argumentando que a alteração de prioridades pode comprometer metas de longo prazo em prol de resultados imediatos no mercado de trabalho.
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