Rio Grande do Norte foi pioneiro no voto feminino no Brasil
Em 1927, o estado aprovou lei que permitiu o alistamento eleitoral de mulheres, marco histórico que antecedeu a conquista nacional de 1932.
Pontos principais
- A lei estadual nº 660, de 1927, permitiu que mulheres votassem no Rio Grande do Norte antes do marco nacional.
- Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a se alistar como eleitora no Brasil e na América do Sul em 1927.
- Alzira Soriano de Nóbrega Teixeira tornou-se, em 1928, a primeira mulher eleita para um cargo executivo na América Latina.
- A conquista foi impulsionada pela articulação política de sufragistas como Bertha Lutz junto ao governo estadual.
O Rio Grande do Norte consolidou-se como o berço do sufrágio feminino no Brasil e na América do Sul ao aprovar a lei estadual nº 660, em 1927. Sob a gestão de Juvenal Lamartine e com a articulação estratégica de figuras como Bertha Lutz, o estado permitiu que mulheres se alistassem como eleitoras, rompendo barreiras patriarcais da época. Celina Guimarães Viana foi a pioneira no alistamento, seguida por Júlia Alves Barbosa Cavalcante. Pouco depois, em 1928, Alzira Soriano de Nóbrega Teixeira fez história ao ser eleita prefeita de Lajes, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo executivo no continente. Embora a luta tenha enfrentado intensa resistência e misoginia, esses feitos potiguares foram fundamentais para pavimentar o caminho da cidadania feminina, que seria garantida em âmbito nacional apenas em 1932.
Comentários
Carregando comentários...
