União Europeia abre licitação para criar sete gigafábricas de IA
O bloco europeu busca atrair € 30 bilhões em investimentos para construir infraestrutura de IA e reduzir a dependência tecnológica de potências estrangeiras.
Pontos principais
- A iniciativa prevê o aporte de € 10 bilhões em fundos públicos para viabilizar sete gigafábricas de IA.
- O projeto visa atrair pelo menos € 20 bilhões adicionais em capital privado para o setor.
- As instalações integrarão processadores avançados, data centers e tecnologia em nuvem de alta performance.
- Empresas como AMD, Nvidia e Qualcomm já manifestaram interesse em fornecer chips para os projetos.
- O processo de seleção é conduzido pelo EuroHPC Joint Undertaking.
- O prazo para submissão de propostas encerra em 12 de novembro, com previsão de resultados para julho de 2027.
A União Europeia lançou oficialmente um processo de licitação para a construção de sete 'gigafábricas' de inteligência artificial, marcando um passo decisivo em sua estratégia para fortalecer a soberania digital do bloco. Com um investimento público inicial de € 10 bilhões, a iniciativa busca mobilizar um montante total de € 30 bilhões ao atrair capital privado, visando reduzir a dependência tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China. As novas instalações serão centros de computação de alto desempenho, equipados com processadores de última geração e infraestrutura de conectividade avançada para suportar o treinamento de modelos complexos de IA.
O projeto, que se integra à estratégia mais ampla do bloco para impulsionar a competitividade industrial, já conta com o interesse de gigantes do setor de semicondutores. Empresas como AMD, Nvidia e Qualcomm firmaram cartas de intenção para fornecer os chips necessários para a operação dos data centers. A gestão do processo de seleção está sob a responsabilidade do EuroHPC Joint Undertaking, que avaliará as propostas enviadas por consórcios e empresas interessadas em integrar a rede de infraestrutura tecnológica europeia.
O prazo para a submissão das candidaturas termina em 12 de novembro, e a expectativa é que os contratos sejam formalizados em julho de 2027. A criação dessas gigafábricas é vista como um pilar fundamental para garantir que a Europa possua capacidade computacional própria, permitindo que o bloco acompanhe o ritmo acelerado de inovação global em IA. Ao consolidar essa infraestrutura, a União Europeia pretende não apenas fomentar a inovação local, mas também assegurar que o desenvolvimento de tecnologias críticas ocorra dentro de suas fronteiras, mitigando riscos geopolíticos associados à cadeia de suprimentos tecnológica.
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