Estudo aponta maior rejeição de artigos de cientistas chineses nos EUA
Pesquisadores baseados na China enfrentam taxas de rejeição muito superiores em revistas científicas de elite dos EUA comparado a autores norte-americanos.
Pontos principais
- A taxa de aceitação para pesquisadores na China foi de 2,5%, ante 8,3% para autores da América do Norte.
- O estudo analisou 110 mil manuscritos enviados para as revistas Science e Science Advances entre 2015 e 2020.
- A análise sugere a existência de barreiras sistêmicas baseadas na origem geográfica ou étnica dos autores.
- A disparidade levanta preocupações sobre a representatividade e a equidade no cenário científico internacional.
Um estudo recente revelou uma disparidade significativa na publicação de pesquisas científicas em periódicos de alto impacto nos Estados Unidos. Ao analisar mais de 110 mil submissões enviadas para as revistas Science e Science Advances entre 2015 e 2020, os pesquisadores constataram que autores baseados na China ou com sobrenomes chineses possuem uma probabilidade muito menor de ter seus trabalhos aceitos em comparação com cientistas norte-americanos. Enquanto autores da América do Norte registraram uma taxa de aceitação de 8,3%, o índice para pesquisadores na China foi de apenas 2,5%. Os dados sugerem a persistência de barreiras sistêmicas que afetam a representatividade acadêmica global. A relevância desse cenário reside no impacto direto que tais critérios de seleção exercem sobre a carreira de cientistas internacionais e na diversidade de perspectivas dentro da comunidade científica de elite.
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