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PIB dos EUA cresce 1,5% no segundo trimestre, abaixo do esperado

A economia americana desacelerou no segundo trimestre de 2026, frustrando projeções de mercado em meio a incertezas geopolíticas e pressões inflacionárias.

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Foto: InfoMoney
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30/07 às 10:03 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • O PIB dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no segundo trimestre de 2026.
  • O resultado ficou abaixo da expectativa de 2,1% projetada por analistas de mercado.
  • O crescimento foi sustentado pela resiliência no consumo das famílias e investimentos empresariais.
  • O déficit comercial e os impactos do conflito no Oriente Médio contribuíram para a desaceleração.
  • A inflação medida pelo índice PCE apresentou sinais de desaceleração no mês de junho.
  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, com possibilidade de alta em setembro.
  • Investimentos em infraestrutura de inteligência artificial ajudaram a mitigar uma queda mais acentuada.

A economia dos Estados Unidos apresentou um ritmo de crescimento mais lento no segundo trimestre de 2026, com o Produto Interno Bruto (PIB) avançando 1,5% em termos anualizados. O desempenho ficou aquém das projeções de economistas, que esperavam uma expansão de 2,1%. O cenário de desaceleração ocorre em um momento de incertezas globais, sendo fortemente influenciado pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que tem gerado riscos persistentes para a demanda e a estabilidade econômica sob a gestão do presidente Donald Trump. Apesar do resultado abaixo do esperado, o consumo das famílias e os investimentos corporativos, especialmente em infraestrutura de inteligência artificial, mantiveram-se como pilares de sustentação da atividade econômica no período. A divulgação dos dados ocorreu logo após o Federal Reserve optar por manter a taxa básica de juros inalterada, entre 3,50% e 3,75%. Contudo, a persistência da inflação, monitorada pelo índice PCE, mantém aberta a possibilidade de novos aumentos na taxa de juros já em setembro, caso o Banco Central americano identifique a necessidade de conter pressões inflacionárias adicionais. O mercado agora observa como a administração federal equilibrará as tensões geopolíticas com a necessidade de manter o crescimento doméstico no segundo semestre.

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