Lucro líquido da Motiva cresce 67% e atinge R$ 663 milhões no 2T26
A operadora de concessões superou expectativas de mercado no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela integração da concessionária Minas-SP.
Pontos principais
- O lucro líquido ajustado da companhia alcançou R$ 663 milhões, alta de 67% na comparação anual.
- O resultado consolidado, incluindo efeitos extraordinários, atingiu R$ 1,41 bilhão no período.
- O EBITDA ajustado cresceu 30,1%, totalizando R$ 2,37 bilhões com margem de 65,3%.
- A aquisição da Minas-SP foi o principal motor estratégico para a expansão operacional e financeira.
- A receita líquida ajustada somou R$ 3,63 bilhões, um avanço de 20,8% frente ao segundo trimestre de 2025.
A Motiva, operadora de infraestrutura e concessões, reportou um desempenho financeiro robusto no segundo trimestre de 2026. O lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 663 milhões, superando a projeção média de analistas, que estimavam R$ 480,4 milhões para o período. Quando considerados efeitos não recorrentes, como o ganho de R$ 750 milhões proveniente da conclusão da compra da concessionária Minas-SP, o lucro líquido total da empresa chegou a R$ 1,41 bilhão, representando um crescimento de 57,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O avanço operacional foi sustentado por uma receita líquida ajustada de R$ 3,63 bilhões e uma margem EBITDA de 65,3%, um incremento de 4,7 pontos percentuais. A estratégia de expansão da companhia, focada na incorporação de novas concessões rodoviárias e em investimentos de R$ 1,8 bilhão em CAPEX para recuperação de ativos, consolidou a posição da empresa no setor de transporte e logística. Apesar do aumento na dívida líquida para R$ 33,1 bilhões, a alavancagem financeira da Motiva manteve-se estável em 3,7 vezes o EBITDA, refletindo a capacidade da empresa em gerir seu crescimento acelerado.
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